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Guaramiranga, Ceará
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Marcélio Farias 30/01/2026

Breve História do Sítio Boa Fortuna

A perdido da amiga, Lana Marinho

Breve História  do Sítio  Boa  Fortuna

A perdido da amiga, Lana Marinho, que demonstrou interesse em saber da história do Sítio Boa Fortuna, estou dispondo do que sei por esse sítio, por pesquisa própria e junto a familiares dos que ali foram protagonistas, como o Luizinho Ramos, meu destacado amigo, como segue: Isolada a beira da estrada, com aparência centenária, vislumbra-se a casa sede do Sítio Boa Fortuna, zona rural de Guaramiranga. O que não se imagina, é que naquele local em época remota, foi recanto de grande prosperidade, esplendor e glórias.


Tudo começou quando uma porção de terras virgens foi adquirida, ainda no começo do Século XIX, pelo sertanejo José Maria da Costa (*...+1837), qual a denominou de Gameleira, talvez influenciado pelo local de nascimento de sua esposa Victoria Maria do Espírito Santo (*1802+1889), no estado Piauí, mais precisamente na Gameleira dos Cocais, em Piracuruca. A Gameleira é uma árvore nativa do Brasil, sendo símbolo cultural-ecológico da prova da resistência do povo nordestino. Mesmo em épocas de escassez, serve de abrigo e alimentos para diversos gêneros de aves (periquito, tucano, sabiá, sanhaçu, rolinha, juriti, jacu, etc.), morcegos, macacos soim, e mamíferos terrestre (veados, lobos, cutias, bodes, cabras, timbu, etc.), estando presente de forma uniforme das margens litorâneas e sertões até os sopés das Serras. José Maria da Costa (*...+1837), como todos que procuravam terras nas partes altas da Serra de Baturité, tinha a única finalidade de usar como refrigeração de seus rebanhos nos anos calamitosos de secas.


Os seus estavam próximos, na Fazenda Oriente e Fazenda Japão, na região de Canindé. As terras eram aquelas porções que a partir do final do século XVIII, foram registradas pelos primeiros habitantes da Vila de Monte Mor, hoje Baturité, que vendo boas oportunidades para negócio de compra e venda, abriam picadas na mata e delimitavam, tudo em pequenas porções e depois registravam suas posses junto a autoridade da Vila. Nessa época essas possessões tinham em média o tamanho de 600 hectares. O Sítio Gameleira após a morte de José Maria da Costa (*...+1837) e de Victoria Maria do Espírito Santo (*1802+1889) foi dividido por sucessões a seus filhos, dando origem a diversos sítios, na maioria deles com nomes religiosos e bíblicos, como Betânia, Salviena, São Luiz, Sitio de Lázaro, mas também da natureza, como Porangaba, Boa Fortuna, Boa Vista, etc., que eram os antigos roçados do Gameleira. Dos filhos do casal, essa história interessa apenas ao Capitão Joaquim Ribeiro da Costa (*1836–1902) - Foto, que casou em Sobral, com Maria Thomázia Franco (*1851+1882), que era residente na Serra da Meruoca.


O capitão havia herdado parte do Gameleira, foi quando em 1872, resolveu construir o casarão – Foto, e nele veio a residir, passando a investir na cultura cafeeira, o local passou a ser chamado de Sítio Boa Fortuna, nele teve grandes tempos de farturas, no lugar nasceram todos seus filhos, o sítio também abrigou seus cunhados, que o havia acompanhado desde a Serra da Meruoca, fundando assim toda a linhagem da família Rodrigues Franco da redondeza. Dos seus diversos filhos, interessa a essa história, a filha chamando de D. Quininha, que era Joaquina Ribeiro da Costa (*1873+1908), que havia casada em 18 de junho de 1898 com o Capitão Francisco Ramos dos Reis (*1868+1932) - Foto, que era natural de Quixeramobim. O casal passou a residir na Cidade de Baturité, local onde os pais do capitão eram comerciantes. Seus pais tiveram outros filhos, alguns deles passaram a residir na Serra,

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