A iniciativa da empresa Guaramiranga Imóveis junto a Prefeitura de Guaramiranga de oferecer duas estações de carregamento gratuito para veículos elétricos virou dor de cabeça. O projeto nasceu para incentivar a sustentabilidade e dar boas-vindas aos motoristas que sobem a serra. Contudo, o desrespeito às regras de trânsito tem neutralizado o benefício ecológico.
Bloqueio por Veículos Comuns
O principal obstáculo enfrentado pelos donos de carros elétricos não é técnico, mas humano. Motoristas de veículos a combustão ignoram a sinalização e estacionam nas vagas exclusivas. O ato impede fisicamente o acesso aos plugues de recarga. Condutores de híbridos e elétricos relatam viagens planejadas que terminam em frustração ao encontrarem os postos bloqueados.
Resistência e Atuação da Guarda Municipal.
A Guarda Municipal de Guaramiranga intensificou a fiscalização nos pontos de recarga para coibir a prática. Os agentes enfrentam forte resistência durante as abordagens. Muitos motoristas se recusam a retirar seus carros das vagas destinadas aos elétricos. O desrespeito gera discussões e exige firmeza das autoridades para a liberação do espaço público.
Conscientização versus Conflito
O sistema gratuito foi pensado como um cartão de visitas para o turismo consciente na região serrana. No entanto, parte dos visitantes não compreende o caráter exclusivo do equipamento. A prefeitura estuda endurecer as sanções e aplicar multas pesadas. O objetivo é garantir que o investimento público cumpra sua função ecológica e turística sem novos tumultos.
O Peso no Bolso e na Carteira
O desrespeito à sinalização pesa diretamente no bolso dos infratores. De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), baseado na regulamentação do Contran para eletropostos, estacionar um carro a combustão nessas vagas exclusivas configura uma infração grave. O motorista flagrado irregular está sujeito a uma multa no valor de R$195,23, além de receber 5 pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e correr o risco de ter o veículo removido por guincho.
