O brilho turístico que lota as ruas do centro de Guaramiranga não reflete a realidade das suas comunidades vizinhas. A apenas 9 quilômetros da sede do município, a localidade de Pernambuquinho vivencia um cenário de completo abandono e esquecimento pelo poder público.
Durante o dia, o movimento é escasso. À noite, a comunidade se transforma em um verdadeiro deserto. Sem opções de lazer ou calendário cultural, a estagnação afeta diretamente a economia local. Assustados com a falta de clientes e a calmaria extrema, os comerciantes da região são obrigados a baixar suas portas cedo, por volta das 19h30.
Falta de descentralização cultural
Moradores e empreendedores locais apontam que a solução para o problema exige sensibilidade e interesse da administração pública. Uma das principais críticas é a centralização dos eventos. Se houvesse um planejamento para dividir e descentralizar as atrações artísticas que movimentam as noites da sede, levando parte delas para as comunidades rurais, o fluxo de visitantes seria redistribuído. Isso atrairia turistas para Pernambuquinho, movimentaria as ruas e geraria renda vital para o comércio local.
Para piorar a situação, os poucos eventos tradicionais da comunidade perderam força. A tradicional festa do "Dia do Trabalhador", celebrada no dia 1º de maio, que antes era uma grande atração na localidade, foi reduzida a um evento simples e sem o prestígio de anos anteriores.Enquanto o centro urbano celebra o sucesso do turismo de massa, Pernambuquinho segue isolada, aguardando ações concretas que resgatem sua economia e sua vida comunitária
