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POLÍTICA 15/07/2026

Crise na Base Governista: Rejeição do PT a Júnior Mano Ameaça Rachar Aliança no Ceará

Veto petista ao nome apoiado por Cid Gomes gera indignação de prefeitos e acende sinal de alerta no bloco governista.

📷 Foto: Instagram
Crise na Base Governista: Rejeição do PT a Júnior Mano Ameaça Rachar Aliança no Ceará
A articulação política pelas duas vagas de senador na chapa governista do Ceará entrou em rota de colisão, com ameaças reais de rachar as bases municipais. O estopim da crise é a forte rejeição do Partido dos Trabalhadores (PT) à pré-candidatura do deputado federal Júnior Mano (PSB) ao Senado. O nome do parlamentar conta com o aval direto e o compromisso público do senador Cid Gomes (PSB). O veto petista, que antes ocorria apenas nos bastidores, capitaneado por movimentos atribuídos à ala do ministro e senador Camilo Santana, ganhou um novo e contundente crítico público: o secretário de Assuntos Federativos da Presidência, Ilário Marques. 

A postura firme do PT contra o deputado acendeu o sinal de alerta e gerou uma onda de indignação entre prefeitos e lideranças regionais que dão sustentação a Júnior Mano e já manifestaram apoio à postulação. A força política de Júnior Mano no interior. A insatisfação do grupo de Júnior Mano baseia-se na expressiva força política que o parlamentar detém no interior do estado. Segundo declarações do próprio Cid Gomes, ele é um dos deputados federais com o maior número de prefeitos e aliados no Ceará. 

Essa capilaridade política foi o principal trunfo que levou Cid a garantir publicamente que, caso o PSB garanta espaço na chapa majoritária governista, Júnior Mano será o indicado do partido para o Senado. Nos bastidores e em reuniões, Cid tem repetido que é "homem de palavra" e manterá o acordo. Júnior Mano, que recentemente enfrentou um processo de expulsão do Partido Liberal (PL), agora vive o desafio de ser rejeitado pelo Partido dos Trabalhadores (PT), o que tensiona ao limite a costura política para as próximas eleições.

Linha do Tempo;
Outubro de 2022: O Apogeu no PL
Votação Expressiva: Júnior Mano é eleito para o seu segundo mandato como deputado federal pelo Partido Liberal (PL).
Força no Estado:
Surfando na onda do bolsonarismo, consolidou-se como o segundo deputado federal mais votado do Ceará, com 216.531 votos, ficando atrás apenas de André Fernandes no partido.

Em 2023: Alinhamento com a Base de Lula
Votos Governistas
Mesmo integrando o partido de oposição (PL), Júnior Mano passa a votar a favor de pautas cruciais do governo de Luiz Inácio Lula da Silva na Câmara, como o arcabouço fiscal e a reforma tributária.
Aproximação Estadual: 
Começa a estreitar laços com o campo governista cearense, liderado pelo PT, aproximando-se do então deputado estadual Evandro Leitão.

Outubro de 2024: O Estopim e a Expulsão do PL
Apoio ao PT em Fortaleza:
No segundo turno das eleições municipais de Fortaleza, Júnior Mano decide apoiar abertamente Evandro Leitão (PT) contra o colega de partido André Fernandes (PL).

Demonstração de Força: 
Organiza um grande evento político que reúne mais de 40 prefeitos cearenses em prol da candidatura petista.
A Expulsão
A movimentação gera forte irritação no ex-presidente Jair Bolsonaro, que exige sua saída imediata. O presidente estadual do PL, Carmelo Neto, comunica formalmente a expulsão de Júnior Mano da legenda.

Dezembro de 2024:
A Chegada ao PSB de Cid Gomes
Nova Casa Política: Após passar um período sem partido, sai em busca por várias siglas, Júnior Mano oficializa sua filiação ao PSB.
Padrinho Político:
Entra no partido sob forte articulação e o aval do senador Cid Gomes, integrando de vez o bloco governista do estado cearense.

Julho de 2025:
Operação da Polícia Federal
Alvo de Busca e Apreensão: A Polícia Federal deflagrou a Operação Underhand, cumprindo mandados no gabinete e endereços do deputado.
Investigação: A apuração foca em supostos desvios de emendas parlamentares e fraudes licitatórias em vários municípios cearenses. O deputado nega veementemente todas as acusações.

Junho a Julho de 2026: 
Impasse com o PT e o Veto ao Senado
Palavra Empenhada: Cid Gomes reafirma publicamente que manterá seu compromisso de lançar Júnior Mano como o candidato do PSB a uma das vagas ao Senado, declarando ser um "homem de palavra".
O Veto Petista: O Partido dos Trabalhadores (PT) e lideranças aliadas, como Ilário Marques e a ala ligada a Camilo Santana, vetam firmemente a candidatura de Júnior Mano na chapa majoritária, gerando forte tensão.

Julho de 2026:
O Desfecho e o Acordo de Suplência
Reunião em Brasília: Diante do racha iminente, o presidente Lula convoca uma reunião no Palácio do Planalto com Cid Gomes, o governador Elmano de Freitas, Camilo Santana e o próprio Júnior Mano.
Consenso Encontrado: Para destravar a crise, Cid Gomes aceita concorrer à reeleição ao Senado a pedido de Lula.
O Recuo Estratégico: Sem opção, Júnior Mano abre mão da cabeça de chapa e é anunciado oficialmente como o 1º suplente de Cid Gomes na chapa majoritária governista. Não se engane, o eleitor vota em Cid e coloca Júnior Mano no Senado, Cid Gomes deve vir pro Ceará assumir uma secretária e segundo o próprio Cid, voltará pra Sobral e será candidato a vereador.

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