A prefeita de Guaramiranga, Ynara Mota, anunciou a inauguração oficial do Museu da Borracha, realizada nesta quinta-feira (5). Sediado nas instalações do Hotel Vale das Nuvens, o novo equipamento cultural tem como objetivo preservar a memória histórica e fortalecer o turismo pedagógico na região do Maciço de Baturité.
Em publicação nas redes sociais, a prefeita destacou a relevância do projeto para o patrimônio do município e parabenizou o idealizador do espaço, o empresário Joaquim Caracas, pelo pioneirismo na criação do acervo.
"A inauguração do Museu da Borracha representa uma importante contribuição para manter viva a memória de um período que marcou nossa identidade e nosso desenvolvimento", afirmou a gestora municipal.
O Ciclo da Maniçoba na Serra
Diferente do tradicional ciclo amazônico baseado na seringueira, a produção de borracha no Maciço de Baturité no início do século XX teve como protagonista a maniçoba (Manihot glaziovii), uma planta nativa do Nordeste adaptada ao clima local.
O potencial de extração do látex na serra cearense atraiu o mercado internacional na época. A empresa francesa Michelin chegou a adquirir a propriedade Serra do Vicente, uma área de cerca de 80 hectares na região, para investir no cultivo e no beneficiamento da borracha local, conectando o interior do Ceará às indústrias globais.
Resgate de pioneiros
O acervo do museu reconstrói essa trajetória econômica e cultural por meio de registros e homenagens a figuras históricas como Joaquim Alves Nogueira e o Coronel Manoel José Oliveira de Figueiredo, que lideraram o desenvolvimento do setor na região. Com a abertura do espaço, o Museu da Borracha passa a integrar oficialmente o roteiro turístico de Guaramiranga, consolidando-se como um equipamento essencial para a compreensão da evolução econômica e da identidade cultural do Maciço de Baturité.
