Os ventos frescos do Maciço de Baturité agora sopram acompanhados de traços, cores e balões de diálogo. O município de Pacoti consolida-se oficialmente como a capital cearense das histórias em quadrinhos com a consolidação da Mostra Sesc HQ de Pacoti, um projeto que tem redesenhado a identidade cultural e o turismo da região serrana.
O evento é fruto direto da visão e do empenho do Gerente de Cultura do Sesc Ceará, Alemberg Quindins. Conhecido nacionalmente por sua capacidade de descentralizar a arte e criar conexões profundas entre o patrimônio e as comunidades, Alemberg idealizou a mostra não apenas como um festival de entretenimento, mas como uma poderosa ferramenta de transformação social e pedagógica.
Formação e Identidade Local
Sob a liderança de Alemberg, a Mostra Sesc HQ estruturou-se em pilares que vão muito além das salas de exposição. Um dos grandes diferenciais do projeto é o forte trabalho de base realizado nas salas de aula. Oficinas de roteiro, desenho e fanzines são levadas diretamente às escolas da rede pública de ensino, despertando novos talentos e promovendo a alfabetização visual e literária de crianças e jovens da região.
Outro ponto crucial do empenho do gestor é o resgate histórico. A mostra faz um importante movimento de salvaguarda ao pesquisar e homenagear a memória de artistas gráficos e quadrinistas cearenses, garantindo que as novas gerações conheçam o pioneirismo do estado na 9° arte.
Arte que Ocupa a Cidade
Quem caminha por Pacoti percebe o impacto visual do evento no cotidiano. O projeto arquitetou a instalação de monumentos urbanos e intervenções nas ruas inspiradas em personagens e narrativas regionais. A iniciativa transforma o espaço público em uma galeria a céu aberto, atraindo turistas e fortalecendo o orgulho dos moradores locais.
Com a Mostra Sesc HQ, Alemberg Quindins reafirma seu método de gestão cultural: aquele que enxerga o potencial único de cada território. Para o Maciço de Baturité, o evento já é um marco, provando que a literatura gráfica tem o poder de educar, preservar a memória e colocar a serra definitivamente no mapa das grandes rotas culturais do país.
